As mulheres representam 42% dos 23 milhões de cooperados no Brasil e são a maioria da força de trabalho nas cooperativas (52%). Entre os cooperados do sistema Sicoob SC/RS elas representam 45,5% do quadro social. No entanto, a participação das mulheres em cargos de liderança cooperativista, em todo o Brasil, ainda é pequena. Apenas 23% estão na presidência e nos conselhos de administração.
Para mudar esta realidade, o Sicoob e todo o segmento cooperativista brasileiro, têm impulsionado programas de empoderamento feminino, coordenados principalmente pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), com foco na capacitação, equidade e ampliação da governança.
Em todas as iniciativas, o objetivo é criar um ambiente mais colaborativo e plural, reconhecendo que a maior participação das mulheres impulsiona a inovação e o sucesso do movimento cooperativista.
A equidade de gênero promove o fortalecimento das economias e melhora o desempenho das instituições cooperativas. Recente artigo publicado no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), de autoria de Clea Beatriz Macagnan e Luis Felipe Orsatto, demonstrou que as cooperativas com melhores resultados econômicos tendem a incorporar mais mulheres em seus conselhos.
Estudos também apontam que, entre outros benefícios, a presença de mulheres no comando traz maior segurança nas decisões e proporciona um ambiente de trabalho mais democrático. A diversidade de perspectivas trazidas pelas mulheres prepara melhor as cooperativas para enfrentar desafios.
O Sicoob Central SC/RS e suas 37 cooperativas filiadas, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, vêm desenvolvendo várias atividades para estimular a participação das mulheres e garantir mais equidade de gênero em todas as atividades sociais e econômicas.
Segundo a OCB, as oportunidades criadas com vários programas e ações, ao mesmo tempo em que fortalecem a cooperativa, também fomentam os valores da cooperação e da expansão do cooperativismo.
A diversidade, não apenas de gênero, mas também de etnia, idade e habilidades, é um pilar estratégico para a evolução e perpetuação do modelo cooperativista, proporcionando mais pertencimento, desenvolvimento e inclusão social.