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Cooperativa da agricultura familiar baiana coloca no mercado pasta de amêndoa de castanha de caju

30/07/2020

A agricultura familiar baiana está sempre trazendo inovações e produtos diferenciados. A novidade dessa vez fica por conta da Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia (Cooperacaju), de Ribeira do Pombal, no Sertão Baiano, que acaba de lançar a pasta de amêndoa de castanha de caju. São duas versões, uma integral, que contém apenas a própria amêndoa de castanha de caju, com suas características naturais e nutricionais, de sabor doce e suave, e a de amêndoas de castanha de caju com 100% de cacau. Os produtos não contêm adição de açúcares, aditivos, sal, glúten e lactose.

Com tecnologia avançada e muita qualidade, as castanhas de caju produzidas pela Cooperacaju se destacam pelo sabor.  Na versão natural ou na versão salgada, as castanhas são sucesso de vendas onde são comercializadas e os novos produtos do catálogo chegam para agregar valor a essa produção. As castanhas já marcaram presença em eventos importantes, voltados à boa alimentação, do Brasil e do exterior, como  o Terra Madre, realizado na Itália, e a Naturaltech, principal encontro do universo sustentável do Brasil, realizado em São Paulo.

Com manejo agroecológico e sustentável, as castanhas saem direto das propriedades dos agricultores familiares e chegam nas unidades de beneficiamento de amêndoas, onde os cooperados, homens, mulheres e filhos dos agricultores, trabalham no beneficiamento do produto, resultando em geração de renda para diversas famílias do semiárido baiano.   

O processo de beneficiamento das amêndoas é feito para manter as características naturais, crocantes, a cor marfim claro e o sabor suave. Quem degusta as castanhas consegue sentir as gorduras naturais e o aroma verdadeiro da amêndoa de castanha de caju.

Maria Inês Tavares, proprietária da Biscoiteria João e Maria, em Salvador e Lauro de Freitas, enfatiza a qualidade das castanhas: “Trabalhamos com as castanhas da Cooperacaju há mais de 3 anos. A cada pedido que fazemos chegam com a mesma beleza e crocância padrão. Todos os lotes mantêm o mesmo padrão de qualidade. E agora a pasta de castanha, queridinha das lojas naturais e dos nutricionistas, também promete ser sucesso. É um parceiro que corresponde a todas as nossas expectativas”.

As castanhas da Cooperacaju podem ser encontradas em lojas da agricultura familiar espalhadas por toda a Bahia e, em Salvador, em locais como nos   Restaurantes Saúde na Panela e Raízes, loja Filhos do Mundo do Salvador Shopping, Empório Fazenda Madalena no Shopping da Gente, na loja New Vida Produtos sem glúten e sem lácteos e, em Lauro de Freitas, na Biscoiteria João e Maria.

Valorização da produção

Para apoiar cooperativas como a Cooperacaju, o Governo do Estado está investindo cerca de R$ 2,3 milhões. Os recursos são aplicados de formas diversas, como na aquisição de veículos, para ajudar a escoar a produção, e máquinas para aumentar a produção, desenvolvimento de novos rótulos e embalagens para os produtos, visando o melhor posicionamento no mercado, implantação de um sistema solar fotovoltaico, assessoria para obter a Certificação Orgânica e ainda a construção de uma unidade de processamento de Líquido da Castanha de Caju (LCC).

Os recursos são provenientes da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Bahia Produtiva, projeto cofinanciado pelo Banco Mundial.

O presidente da Cooperacaju  Ícaro Rennê, explica que a unidade de extração de LCC vai diminuir os impactos ambientais causados pelo processamento da castanha de caju. Desse processamento, 70% da extração é da casca de castanha, rica em LCC, que é um ácido de queimação lenta e prejudicial ao meio ambiente, pessoas e animais: “Com a construção dessa unidade, o líquido extraído poderá ser comercializado para produção de graxa, tinta e outros produtos. A borra, que é a parte sólida, será utilizada como adubação natural, rica em nutrientes, e pode ser utilizada em compostagem para produzir adubo para as plantas. Com isso, poderemos abrir um outro nicho de mercado e agregar ainda mais valor à nossa castanha”.

Ascom/ SDR