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Grupo de mulheres amplia liderança em cooperativa de produtores rurais de Japeri (RJ)

11/10/2018

O espaço da mulher no mercado de trabalho vem se transformando à medida que a sociedade evolui. No mundo moderno, as mulheres realizam muitas tarefas e são desafiadas a equilibrar diferentes papéis no dia a dia — de mãe, esposa e profissional. Romperam barreiras no mercado de trabalho e chegaram a carreiras profissionais até então dominadas por homens. Hoje, são, executivas, empreendedoras, agricultoras.

Nesse contexto, agricultoras lideradas por Maria do Socorro da Silva, de 56 anos, aceitaram o desafio de empoderar mulheres na agricultura. Como resultado, estão transformando a rotina e melhorando a qualidade de produção da Cooperativa de Produtores Rurais de Japeri (Agro Verde), no Rio de Janeiro.

O relato é de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres.

O espaço da mulher no mercado de trabalho vem se transformando à medida que a sociedade evolui. No mundo moderno, as mulheres realizam muitas tarefas e são desafiadas a equilibrar diferentes papéis no dia a dia — de mãe, esposa e profissional. Romperam barreiras no mercado de trabalho e chegaram a carreiras profissionais até então dominadas por homens. Hoje, são, executivas, empreendedoras, agricultoras.

Na agricultura familiar, não poderia ser diferente. São protagonistas do trabalho, exercendo funções na rotina doméstica, no cuidado com os filhos e com a terra.

Nesse contexto, agricultoras lideradas por Maria do Socorro da Silva, de 56 anos, aceitaram o desafio de empoderar mulheres na agricultura. Como resultado, estão transformando a rotina e melhorando a qualidade de produção da Cooperativa de Produtores Rurais de Japeri (Agro Verde), no Rio de Janeiro.

“No nosso caso, após um longo período de dificuldades de administração masculina dentro da cooperativa, as mulheres tomaram a iniciativa de assumir a frente e decidiram trabalhar em prol do pequeno produtor.”

O objetivo é usar uma visão ampla para auxiliar os produtores e, com isso, favorecer o trabalho, já que as mulheres não olham apenas o produto final e sim as condições de trabalho dos produtores.

Maria afirma que seu principal papel como líder e presidente da Agro Verde é fazer com que as agricultoras não desistam e acreditem no seu cultivo, na sua terra. “O importante é perseverar, pois estamos sempre correndo atrás e lutando por um futuro melhor”.

A prestadora de serviços jurídicos para a Agro Verde, Luciane Aguiar, de 46 anos, pondera que existem desafios e obstáculos persistentes que as mulheres enfrentam. Mesmo assim, sente-se feliz por lidar diretamente com as agricultoras.

“Acredito que as mulheres são muito competentes e capazes de conduzir um procedimento administrativo com muita força e dedicação. Estão trabalhando não só com o lado profissional, mas com o lado pessoal e social no empenho de valorizar a trabalhadora rural.”

As mulheres estão tendo papel fundamental na agricultura e esse engajamento tem possibilitado crescimento individual, coletivo e, principalmente, social, pois o trabalho as faz sentir realizadas e independentes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a participação feminina no mercado de trabalho agrícola latino-americano quase dobrou desde 1975, quando foi celebrado o Ano Internacional da Mulher. Hoje, já se reconhece o direito de uma mulher alcançar autonomia e independência econômica através de uma ocupação.

A cooperada Marlene Maria Rodrigues, de 49 anos, destaca a importância do empoderamento feminino no campo. “Já fomos donas de casa, cozinheiras, enquanto os maridos trabalhavam nas lavouras e levavam o dinheiro para casa”.

“A partir do momento que entendemos que somos importantes no contexto de produção, levantamos a cabeça e começamos a caminhar. As produtoras rurais estão descobrindo que além da produção que fazem no campo, elas podem agregar valores ao mercado. Hoje o forte da agricultura familiar é a mulher. Vamos em frente, nós podemos conquistar muito mais, o mundo é nosso.”

15 dias pela autonomia das mulheres rurais

Os papéis desempenhados pelas mulheres rurais são tão numerosos quanto suas lutas e vitórias. O que não faltam são histórias de vida inspiradoras. No entanto, elas ainda não possuem o reconhecimento merecido.

Sofrem com preconceito, desigualdade de gênero. Ainda há um longo caminho para o equilíbrio de direitos e oportunidades entre homens e mulheres no campo. A fim de mostrar que equidade de gênero e respeito são valores necessários cotidianamente, a ONU decretou que 2018 seria o Ano da Mulher Rural.

Pensando nisso, desde 1º de outubro será publicada uma série de reportagens que fazem parte da Campanha Regional pela Plena Autonomia das Mulheres Rurais e Indígenas da América Latina e do Caribe – 2018.

Serão 15 dias de ativismo em prol das trabalhadoras rurais que, de acordo com o censo demográfico mais recente, são responsáveis pela renda de 42,2% das famílias do campo no Brasil.

 

ONU