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Unimed Sorocaba: Hospital Dr. Miguel Soeiro completa vinte anos

29/01/2016

No próximo 30 de janeiro, o Hospital Dr. Miguel Soeiro (HMS), pertencente à Unimed Sorocaba, completará vinte anos de fundação. No domingo (31), a data será marcada por homenagens a colaboradores, coordenadores médicos, diretores e ex-diretores; culto ecumênico; apresentação da Orquestra Filarmônica Jovem de Sorocaba e uma cerimônia social. Todos os eventos serão realizados no próprio HMS, das 9 às 13 horas.

Preparado para procedimentos de alta complexidade

“O HMS está equipado e preparado para atender a procedimentos de baixa, média e alta complexidade”, destaca o presidente da cooperativa médica, José Francisco Moron Morad. “Além disso, representa uma importante retaguarda e um significativo campo de trabalho aos quase 1.100 médicos cooperados que, atualmente, formam a Unimed Sorocaba”, completa.

US$ 150 milhões investidos até hoje

Até hoje, foram aportados mais de US$ 150 milhões, quando considerada a compra do terreno de 67 mil metros quadrados onde o hospital está construído, suas cinco ampliações, os mobiliários e os sofisticados equipamentos hospitalares adquiridos. “Apenas na última ampliação, finalizada no segundo semestre de 2013, aportamos mais de US$ 25 milhões, provenientes de reservas financeiras próprias da cooperativa”, explica Moron.

As cinco ampliações

“Sempre foi política da Unimed Sorocaba investir em seus recursos próprios. Neste sentido, o hospital é nosso maior expoente”, conta Moron. A primeira ampliação, concluída em julho de 2002, dotou o hospital de uma Unidade Cardiovascular Diagnóstica e Intervencionista, mais conhecida como Hemodinâmica.

A segunda, entregue em 31 de janeiro de 2004, incorporou 15 apartamentos, duas salas cirúrgicas e um jardim reservado para uso exclusivo dos pacientes e acompanhantes. Já a terceira ampliação permitiu a reformulação da Ala de Imagens, com duas novas salas para exames de ultrassom, duas salas de Ressonância Magnética (uma de campo aberto e uma de campo fechado) e outra específica para a implantação da base inicial do Serviço de Métodos Gráficos. Todas foram inauguradas em 25 de agosto de 2006.

A quarta etapa de expansão, finalizada em 7 de dezembro de 2007, contemplou o hospital com a separação da Emergência em Adulto e Pediátrica, Quimioterapia Ambulatorial, duas salas cirúrgicas no Hospital-Dia e o Centro de Nefrologia e Diálise.

A quinta e última ampliação agregou mais 7.418 metros quadrados de área construída ao HMS, totalizando quase 20 mil metros quadrados de área edificada. Foram construídos 42 apartamentos e 22 quartos de enfermaria, totalizando os atuais 212 leitos operacionais e 51 não-operacionais. Esta ampliação também considerou novos espaços nas salas de observação da Emergência Adulto e Infantil. Atualmente, o HMS emprega 1.574 colaboradores.

Mesmo assim, os investimentos não cessaram. Nos últimos dois anos, por exemplo, foram investidos R$ 10,5 milhões em equipamentos médicos e cirúrgicos.

Transplantes

A evolução do HMS não se deu apenas em termos estruturais e de equipamentos hospitalares. Ao longo do tempo, o hospital se tornou um reconhecido polo de transplantes de órgãos da região e do Sistema Unimed – muitos sendo realizados para clientes próprios e, também, provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde então, já foram realizados 477 transplantes de córnea, 79 de fígado, 92 de medula óssea, 21 de coração, 17 de tecido ósteo-condro-fascio-ligamentoso e 4 de rins intervivos.

AVC sem sequelas

Para atender melhor seus usuários, o hospital implanta, sistematicamente, mais serviços e protocolos. Para citar apenas um entre os diversos protocolos revistos e incorporados recentemente, há o Centro de Tratamento do AVC Agudo, que começou a funcionar em fevereiro de 2014. Encontrado nos principais hospitais do mundo, o modelo envolve uma série de profissionais e serviços que trabalham integrados, em tempo real, para reverter a obstrução das artérias afetadas e, com isso, ampliar de maneira significativa as chances de os pacientes não apresentarem sequelas. Trata-se de um avanço sacramentado com a evolução em telemedicina.

Inovações para atender melhor

O HMS também adotou o Protocolo de Manchester, modelo mundial que estabelece e ordena as prioridades dos atendimentos nos prontos-socorros de acordo com a gravidade de cada caso. Foi criado o Portal de Imagens, por meio do qual os exames laboratoriais e de imagem podem ser acessados via internet – até mesmo das clínicas e consultórios dos cooperados – e com um nível de nitidez muitas vezes superior ao das impressões.

Com isto, foi possível agilizar ainda mais os atendimentos, reduzir os impactos ambientais que eram causados pela emissão de laudos impressos e películas especiais e até reunir condições tecnológicas para laudar exames feitos por outros hospitais.

Fora isso, a Unimed Sorocaba ainda investiu bastante em seu laboratório. “Hoje, processamos mais de 150 mil exames laboratoriais por mês”, revela Moron. Em 2016, haverá reformas nas recepções, que serão unificadas e automatizadas, proporcionando maior comodidade ao cliente e diminuição no tempo de espera.

Mais vagas de UTI Neonatal e Semi-Intensiva

A UTI Infantil foi ampliada no início de 2014, passando a ter nove leitos para a UTI Neonatal, sete para a UTI Pediátrica e outros sete para a Unidade de Cuidados Intermediários. Também foi inaugurada a Unidade Semi-Intensiva, com 10 leitos, sendo dois para a Unidade Cardiológica.  

Certificados

Em reconhecimento aos investimentos e às políticas de qualidade, sustentabilidade e boas práticas, o HMS possui as certificações ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental), ONA III (Organização Nacional de Acreditação com Excelência - Nível 3) e o PALC (Selo do Programa de Acreditação da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica). Todos eles foram conquistados e recertificados.

Sustentabilidade

Há muitos anos, o HMS adota uma série de medidas para reduzir os impactos ambientais e o uso dos recursos naturais. No que diz respeito à energia elétrica, permitiram significativa redução do consumo as campanhas de conscientização junto aos colaboradores e a implantação de mais de duas mil lâmpadas LED.

Dos 75 mil metros cúbicos de água consumida para atender a toda a demanda hospitalar, 14 mil metros cúbicos saem do poço tubular profundo. No geral, toda a água consumida no HMS é encaminhada ao sistema de esgoto sanitário. Os efluentes são direcionados, via esgoto sanitário, à estação de tratamento de efluentes do município, a qual realiza o tratamento biológico e devolve ao corpo d’água. No caso do hospital, o esgoto sanitário, antes de seguir para a estação, passa por um processo de peneiramento e equalização do pH.

Há, também, o reaproveitamento da água proveniente do rejeito da osmose reversa do sistema de hemodiálise – a qual é utilizada em vasos sanitários – e da água do vácuo da autoclave.

A água da chuva não é descartada: para captá-la, foi instalado no telhado do novo prédio da Internação um sistema de reuso, com caixa d’água de 24 metros cúbicos. Toda a água coletada passa por um tratamento prévio e é utilizada para usos menos exigentes, como, por exemplo, a irrigação dos jardins.

A preocupação com a sustentabilidade estende-se por todas as áreas da Unimed Sorocaba. Para a cozinha do hospital, foi adquirido um forno com múltiplas funções, dentre elas a de fritura sem óleo. Assim, empanados passaram a ser preparados nesse forno, gerando redução de 28% no consumo anual de óleo.

A Unimed Sorocaba reafirma compromisso com a comunidade local nas proximidades do HMS, seguindo com a adoção da Escola Estadual Professor José Osório de Campos Maia e Almeida, a conservação da Praça Professor-Doutor Francisco José de Barros e, mais recentemente, uma área, com permissão de uso, no bairro Deolinda Guerra, que será urbanizada e mantida por sua equipe.

Para o futuro, Moron prevê ampliações estruturais e de serviços. “Os dirigentes que, um dia, colocaram como meta a construção deste hospital foram visionários. Na época, Sorocaba tinha menos da metade do número de habitantes que tem hoje. Mesmo assim, o plano-diretor previa uma série de ampliações, das quais cinco já foram realizadas”, pondera. “Creio que o grande desafio desta cooperativa é prever, com o máximo de assertividade possível e ainda que isso seja tarefa quase impossível neste país, como Sorocaba estará daqui a dez, vinte ou trinta anos e como deveremos nos preparar para continuar atendendo nossos clientes com segurança e qualidade”, finaliza.

Unimed Sorocaba