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Do "jeitinho brasileiro" ao "jeito certo de fazer"!

Transformar o Brasil em um país melhor começa por nós e, “fazer o que é certo” precisa ser nosso valor inegociável!

Tenho orgulho de ser brasileiro, pois o nosso país é maravilhoso! Temos a maior biodiversidade e volume de água doce do planeta, uma extensão territorial invejável com belezas naturais extraordinárias, um povo acolhedor e hospitaleiro, uma enorme diversidade étnica e cultural, sendo a 5ª. maior população mundial e estarmos entre as 10 maiores economias do planeta.

Por outro lado, temos inúmeros problemas, como a corrupção, que gera inclusive outros problemas, como a falta de recursos para investimentos em áreas como a educação, saúde e segurança. Mas esse problema não está restrito à classe política como muitos acreditam ou buscam “colocar a culpa”. Na realidade, a responsabilidade começa em cada um de nós.

Uma evidência de que seja algo mais “generalizado”, pode ser o fato de sermos conhecidos como um país do “jeitinho”, o nosso velho “jeitinho brasileiro” de fazer as coisas. Esse jeitinho não é de todo ruim, inclusive possui um lado positivo (do qual podemos nos orgulhar), mas outro negativo (que devemos repudiar).

O aspecto positivo normalmente refere-se à capacidade criativa, à flexibilidade e ao otimismo do brasileiro em levar a vida e como resolve pequenos problemas (gambiarra, em outras palavras) no dia-a-dia com maior facilidade e flexibilidade. Mas para que se mantenha positivo, é premissa que nessas situações seja preservado o respeito a toda e qualquer norma social.

Do contrário, fará parte da face negativa do jeitinho brasileiro que tem a ver com a malandragem, corrupção, falta de educação ou tentativa de enganar outra(s) pessoa(s) em benefício próprio.

Temos inúmeros exemplos no dia-a-dia: furar a fila, não parar na faixa de segurança, transferir pontos da sua carteira de habilitação para outra pessoa, estacionar em lugar proibido ou vaga exclusiva, sonegar impostos, comprar produtos piratas (ou o famoso GATONET), dentre outros.

A consequência desses “pequenos delitos” é um senso comum completamente equivocado e danoso de que “é normal e todo mundo faz”, o que gera uma escalada de delitos mais graves, especialmente a corrupção,

Fica fácil concluir que a transformação do Brasil num pais melhor e mais íntegro começa por nós e, por isso, precisamos refletir sobre nossas atitudes diárias e tornarmos o “jeito certo de fazer” algo que não abriremos mão, algo inegociável.

Para isso, sempre que tivermos que decidir ou resolver algo, no âmbito pessoal ou profissional é possível que tenhamos algumas dessas alternativas: Fazer do jeito mais fácil, do jeito mais rápido, do jeito mais barato ou ainda, do jeito certo.

Escolha SEMPRE o jeito certo!  Aliás, às vezes o jeito certo será também o jeito mais fácil, mais rápido ou mais barato!

Quando falo em fazer do jeito certo, quero dizer que é preciso fazer isso não por ter alguém olhando ou monitorando, mas para que sejamos exemplo e, sobretudo, honestos conosco mesmo! É termos plenitude moral, integridade!

Se você atua no cooperativismo, sabe que temos em nosso DNA – através dos valores e princípios - um compromisso indelegável com a ética, com a integridade e com o “jeito certo de fazer”.

Por isso, sejamos cada vez mais exemplo e protagonistas dessa transformação, demonstrando através das nossas atitudes que uma das coisas inegociáveis no cooperativismo é a nossa integridade e o fato de não abrirmos mão de “fazermos o que é certo”!

Se você ainda não faz parte do movimento cooperativo, junte-se a nós e espalhe o “jeito certo” às pessoas à sua volta para construirmos o país que todos nós desejamos e merecemos!

Grande abraço,

 

Marcos Vernei Schuster

Atua há mais de 23 anos no mercado financeiro, com experiência em áreas de negócios, controladoria, governança corporativa e Tecnologia da Informação. Dentre outros cargos, atuou como gestor de Startup participante do PRIME – Primeira Empresa Inovadora da FINEP. Atualmente é Diretor-Administrativo da TRANSPOCRED (Cooperativa que atua em SC e RS e integra o Sistema CECRED). É Conselheiro de Administração certificado pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e Certificado CPA-10 pela ANBIMA. Graduado em Ciências Contábeis, com pós-graduações em Finanças, Marketing e Gestão e Inteligência Competitiva.